Ônibus Perdido
olhos vermelhos lacrimejantes pelo ônibus que passou táxi perdido atordoado tardio tortuoso copo de água que passarinho quer beber mas os símios não deixam o lenço branco azarar solitário solstício festejado não por ele pois as vísceras do cordeiro estão sobre o altar revelando o futuro que só os cegos veem e vão ao encontro do vão vem ao encontro da van que vai e o deixa aqui caminhão sem freio vai e vai pois volta não há fadada pazadas pesadas de terra molhada ecoa no colchão vermes olhem este homem deitado ao lado da mulher que não está. Não está mais com ele, não está mais ali, não está mais. Um dia esteve com varizes vertigem garagem sacanagem libertinagem depravada gozou escarrou sorriu com a gamela arreganhada onde o caldo da carne a tesouradas escorrem e algemas resolvem no úmido triângulo retângulo onde só a hipotenusa e os catetos fazem companhia aos olhos vermelhos lacrimejantes pelo ônibus que passou
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