Fazia quatro anos que já estávamos casados. Nunca desconfiaria de nada, se aquela maldita carta não tivesse chego em minhas mãos. Seus olhos deixaram de brilhar. Seu sorriso soava falso. Passei a odiá-la. Odiei mais ainda o vil emissário da carta. Minha vida estava de fato acabada.
Lembro-me bem. Decidi seguir a vadia em uma manhã qualquer. Ela não foi para seu emprego. E nós estávamos no seu encalço. Digo nós, porque não estava só. Éramos três: eu, Smith & Wesson. Eastwood sabe como encorajar um borra-botas. E lá estava aquela puta. Sentada no colo de um merda qualquer. Praça vazia, banquinho branco, e demonstração pública de carinho. Minha mão suava, sedenta por lavar a honra com sangue adúltero. Saquei o revolver. Aproximei-me.
Chego cedo em casa. As crianças, de banho tomado, dormem tranqüilas. O lar sempre em ordem.
Um comentário:
Bom Bom, Uma nóia faroeste?
A propósito, "se aquela carta não tivesse chego", Ficou muito fuim o som disso, se fosse tu trocava a flexão q tu deu pr'esse vrbo
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